Estudos Africanos em Portugal
Trajetórias Históricas, Linhagens do Conhecimento e Agendas Académicas Contemporâneas
DOI:
https://doi.org/10.23882/rmd.26327Palabras clave:
Estudos Africanos, PALOP, Portugal, Pós-colonialismo, Interdisciplinaridade, Cooperação InternacionalResumen
O presente estudo oferece uma análise abrangente do campo dos estudos africanos em Portugal, abordando sua evolução histórica, principais instituições, pesquisadores representativos, metodologias e produção de conhecimento, bem como as relações internacionais dos países africanos de língua portuguesa (PALOP). A pesquisa evidencia a centralidade da língua portuguesa, a forte orientação histórica, a interdisciplinaridade e a reflexão pós-colonial como características centrais do campo. Destacam-se contribuições de académicos como Boaventura de Sousa Santos e José da Silva Horta, que consolidaram abordagens críticas e inovadoras em sociologia, antropologia e história. As instituições portuguesas, incluindo o ICS Lisboa, ISCTE e universidades com programas de African Studies, desempenham papel crucial na formação de pesquisadores, promoção de redes académicas e circulação internacional de conhecimento. Além disso, as trocas acadêmicas com PALOP e redes de colaboração em conferências, projetos transnacionais e publicações científicas fortalecem o campo e ampliam sua visibilidade global. O estudo também analisa o papel das organizações internacionais, como CPLP, União Europeia e ONU, no fortalecimento da cooperação multilateral e na articulação de políticas e práticas culturais, econômicas e sociais entre Portugal e os países africanos de língua portuguesa. A pesquisa conclui que os estudos africanos em Portugal combinam tradição intelectual e inovação metodológica, produzindo conhecimento crítico e contextualizado, com relevância acadêmica e social tanto nacional quanto internacional.
Citas
Aboim, S., & Vasconcelos, P. (2014). Displacement and Subalternity: Masculinities, Racialisation and the Feminisation of the Other. In All Equally Real: Femininities and Masculinities Today (pp. 267-277). Brill.
Alexandre, V. (2017). Contra o vento: Portugal, o império e a maré anticolonial (1945–1975). Lisboa: Temas e Debates.
Almeida, M. V. D. (2004). An Earth-colored Sea:'race', Culture and the Politics of Identity in the Post-colonial Portuguese-speaking World.
Associação Portuguesa de Ciência Política (APCP). (s.d.). Secção de Estudos Africanos. https://www.apcp.pt/pt/seccoes/seccao-de-estudos-africanos
Bamba, M. (2008). O (s) cinema (s) africano (s): no singular e no plural. Cinema mundial contemporâneo. Campinas, SP: Papirus, 215-231.
Bernardino, L. M. B. (2013). A posição de Angola na arquitetura de paz e segurança africana: Análise da função estratégica das Forças Armadas Angolanas. Almedina.
Bernardino, L. M. B., & Rizzi, K. R. (Coords.). (2023). 25 anos de cooperação de defesa na CPLP. Lisboa: Mercado de Letras Editores.
Bethencourt, F. (2018). Racismos: das cruzadas ao século XX. Editora Companhia das Letras.
Birmingham, D. (1999). Portugal and Africa (p. 203). Athens: Ohio University Press.
Cadernos de Estudos Africanos. (2001). Cadernos de Estudos Africanos. CEI-ISCTE. https://journals.openedition.org/cea/1581
Cadernos de Estudos Africanos. (2017). Cadernos de Estudos Africanos, 34. CEI-ISCTE. https://journals.openedition.org/cea/2261
Cardoso, C. (1996). Classe política e transição democrática na Guiné-Bissau. Koudawo, Fafali.
Carling, J. (2002). Migration in the age of involuntary immobility. Journal of Ethnic and Migration Studies, 28(1), 5–42. https://doi.org/10.1080/13691830120103912
Castel-Branco, C. N. (2014). Economia extractiva e desafios de industrialização em Moçambique. Maputo: IESE. https://www.iese.ac.mz
Castelo, C. (1999). O modo português de estar no mundo: o luso-tropicalismo e a ideologia colonial portuguesa (1933-1961). Edições Afrontamento.
Chabal, P. (2002). A history of postcolonial Lusophone Africa. London: Hurst.
Chabal, P., & Daloz, J.-P. (1999). Africa works: Disorder as political instrument. Oxford: James Currey.
Curto, J. C., & Lovejoy, P. E. (2004). Enslaving connections: Changing cultures of Africa and Brazil during the era of slavery. Amherst: Humanity Books.
De Oliveira, R. S. (2015). Magnificent and beggar land: Angola since the civil war. Oxford University Press.
de Sousa Santos, B. (2015). Epistemologies of the South: Justice against epistemicide. Routledge.
Direito, B. (2015). African access to land in early 20th century Portuguese colonial thought.
Firmino, G. (2006). A “questão linguística” na África pós-colonial: O caso do português e das línguas africanas. Maputo: Promédia.
Forrest, J. (2003). Lineages of state fragility: Rural civil society in Guinea-Bissau. Athens: Ohio University Press.
Hall, S. (1996). Who needs identity? In S. Hall & P. du Gay (Eds.), Questions of cultural identity (pp. 1–17). London: Sage.
Henriques, I. C. (2019). As histórias da história de África: entrevistas e reflexões sobre historiografia africana em Portugal. Práticas da História, (8), 221–257. https://doi.org/10.48487/pdh.2019.n8.22419
Horta, J. da S. (2011). A Guiné do Cabo Verde: Produção textual e representações (1578–1684). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian/Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Horta, J. da S. (1991). “A representação do Africano na literatura de viagens, do Senegal à Serra Leoa (1453–1508).” Oceanos, 49, 128–145.
ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa. (s.d.). Mestrado em Estudos Africanos. ISCTE. https://www.iscte-iul.pt/cursos/curso/014
Leite, P. P., & Fantasia, A. (2013). Cartografias dos estudos africanos. Revista de Práticas de Museologia Informal.
Lopes, C. (2012). Economic growth and inequality: The new post-Washington consensus. RCCS Annual Review. A selection from the Portuguese journal Revista Crítica de Ciências Sociais, (4).
Lopes, C. (2019). Africa in transformation: Economic development in the age of doubt. Basingstoke, UK: Palgrave Macmillan.
Machado, F. L. (2002). Contrastes e continuidades: Migração, etnicidade e integração dos africanos em Portugal. Oeiras: Celta Editora.
MacQueen, N. (1997). The decolonization of Portuguese Africa: metropolitan revolution and the dissolution of empire.
Meneses, M. P. (2013). Para ampliar as Epistemologias do Sul: verbalizando sabores e revelando lutas. Configurações. Revista Ciências Sociais, (12), 13-27. https://doi.org/10.4000/configuracoes.1948
Messiant, C. (2006). L’Angola postcolonial: Sociologie politique d’une oléocratie. Paris: Karthala.
Mosca, J., & Oppenheimer, J. (2005). Economia de Moçambique: século XX. (No Title).
Newitt, M. (1995). A history of Mozambique. Indiana University Press.
Pélissier, R. (1986). História das campanhas de Angola. Editorial Estampa.
Piçarra, M. C. (2015). Azuis Ultramarinos: propaganda colonial e cinema no Estado Novo. Lisboa: Edições 70.
Santos, B. D. S. (2001). Entre Próspero e Caliban: colonialismo, pós-colonialismo e interidentidade. Novos estudos CEBRAP, 23-52. https://bit.ly/4tT9q16
Santos, B. D. S. (2014). Epistemologias do Sul: justiça contra o epistemicídio. Boulder: Editores Paradigm.
Santos, B. D. S., & Meneses, M. P. (2010). Epistemologias do sul. In Epistemologias do sul (pp. 637). Cortez Editora.
Seibert, G. (2006). Comrades, clients and cousins: Colonialism, socialism and democratization in São Tomé e Príncipe. Leiden: Brill.
Thomaz, O. (2002). Ecos do Atlântico Sul: Representações sobre o terceiro império colonial português. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Amelie Lu

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.


